Atenção, servidores

| por José Medrado*

A maioria dos políticos tem como conduta de comportamento, em sua fé muito própria, acender uma vela para o santo e outra para o diabo. Razão pelo qual, será sempre de muito boa prudência, desconfiar de toda ação que, principalmente, traga em seu frontispício o “interesse do povo”. Isso quando não se trabalha confrontos e ressentimentos sociais entre grupos e ou estratificações profissionais, sociais... É assim que a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) apresentou projeto de Lei nº 116/2017, que prevê a demissão de servidores públicos concursados. O projeto da senadora imporá uma “avaliação de desempenho” semestralmente a todos os servidores municipais, estaduais e federais. Todos que receberem notas inferiores a 30% em quatro avaliações consecutivas perderão seus cargos, independentemente de serem concursados, estáveis ou não.
 
Mais uma vez usa de um ressentimento que vige, de um modo geral,  na sociedade, contra os que buscamos, por concurso, estabilidade (que em verdade já não existe como era) funcional no serviço público, em um país onde tudo é instável. Empreende-se uma lei que deve ter algum interesse que, apesar de não ser dito, guarda, sem dúvida alguma,  plano de alocação de cabos eleitorais, familiares...enfim o interesse só pode ser para benefícios deles e dos deles. 
 
Após a Lei da Terceirização, onde a atividade fim poderá também ser terceirizada, esta proposta da senadora insinua abrir caminhos para que toda máquina pública, e não apenas os cargos comissionados, sejam para nomeações políticas. Busca-se, ao que tudo parece, um contingente maior de vagas para serem disputadas entre os senhores do poder.
 
A estabilidade de servidores concursados sempre veio ao encontro exatamente de se evitar pressões de superiores por interesses políicos-paritdários, mesmo assim acontecem, imaginemos com o receio dos servidores de retaliações?!!
 
Claro que há servidores, sim, que nem aparecem em suas repartições, mas estes, seguramente, são exatamente os que têm “proteção” política, pois o servidor comum, geralmente, carrega nas costas os apadrinhados.
 
 
* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal.
 

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