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“PDG, quero meu apê”, dizem manifestantes

[“PDG, quero meu apê”, dizem manifestantes]
05 de Março de 2012 às 11:20 Por: Juliana Rodrigues0comentários

 

O clima de insatisfação é geral entre os proprietários dos apartamentos de luxo Ikê, Tamari, no Imbui e Pátio Jardins, em Brotas, ambos da construtora PDG. Com as obras atrasadas há quase dois anos, os moradores cansaram do aparente “descaso” da construtora e realizaram um ato de “manifestação de desabafo” na manhã deste domingo (4), na avenida Luis Viana Filho, na Paralela.
 

Mesmo com as frequentes reclamações feitas pelos donos dos imóveis, que alegam além do descumprimento do prazo de entrega, falta de acabamentos na construção e troca de material de qualidade por material inferior, representantes da PDG demonstram “intolerância” com o caso. “Todos aqui pagaram em média R$ 340 a R$ 460 mil, o que é quase R$ 4 mil por m². Queremos o mínimo de respeito e que eles cumpram o acordo”, desabafou o empresário Nei Menezes. Ainda de acordo com o proprietário de um imóvel na torre Ikê, a postura do PDG é autoritária e enganosa. “Comprei um empreendimento de luxo e estou me sentindo enganado como consumidor”, disparou.

Assim como o empresário Nei, outros proprietários afirmaram que a postura da construtora ficou mais intransigente após o primeiro ato de manifestação realizado na Mudança do Garcia, durante a segunda-feira de carnaval deste ano. “Eles nos responderam com ameaças de processos. Agora eles não permitem nem que a gente visite e acompanhe as obras”, afirmou o analista de sistemas, Rafael Lima, 29 anos, que é noivo e diz ter adiado o casamento já por duas vezes devido ao atraso das obras. “Há um ano eu tento casar, já tenho tudo comprado e empilhado na casa da minha mãe, só que se eu casar vou morar aonde? Ou pago a prestação de quase R$ 2 mil, ou pago um aluguel. Não tenho como arcar com tudo”, desabafou.
 
Ainda de acordo com os manifestantes, a construtora, na última reunião, realizada logo após o carnaval, entre seus representantes e os proprietários, o motivo do atraso está relacionado às greves anuais no setor da construção civil, as chuvas na região e a falta de mão de obra qualificada. “Isso é uma mentira. A greve da construção civil, se somar os quatro anos não chega à 59 dias. Chuva? Que chuva?”, enfatizou o empresário Nei Menezes. Ainda em tom de desabafo ele completou: “Falta mão de obra qualificada? Então por que continuam lançando empreendimentos?”.
 
A equipe de reportagem do Bocão News tentou sem sucesso falar com o advogado da empresa. A previsão é que as torres Ikê e Tamari sejam entregues em julho deste ano, já o Pátio Jardins será entregue em fevereiro de 2013. Enquanto o caso não é resolvido, os manifestantes clamam: "PDG, eu quero meu apê". 

Fotos: Juliana Rodrigues//Bocão News 

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