Política

Lúcio acredita que pressão levou Neto a dizer que desistiu de candidatura por causa do MDB

[Lúcio acredita que pressão levou Neto a dizer que desistiu de candidatura por causa do MDB]
13 de Junho de 2018 às 08:23 Por: Arquivo/BNews Por: Redação BNews0comentários

O deputado federal Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, minimizou uma entrevista concedida pelo prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM, ao jornal O Estado de S. Paulo. Ao diário, o democrata disse que um dos motivos que fizeram com que desistisse de concorrer ao governo da Bahia foi o fato de não estar disposto a ficar explicando eventual aliança com o MDB. O partido emedebista ficou desgastado depois que a Polícia Federal apreendeu R$ 51 milhões em endereço atribuído a Geddel no bairro da Graça.

"É óbvio, é inegável todo o desgaste que o MDB viveu aqui na Bahia, sobretudo nos últimos dois anos, e eu não queria trazer isso para o meu palanque. Eu não queria passar toda uma campanha justificando coisas que eu não tenho nenhuma responsabilidade. Por isso tinha decidido que o MDB não estaria na minha equação política. Nada que signifique dizer que eles não têm o direito de se defender. Eles têm o direito. Não faço condenação prévia de ninguém, procuro manter o respeito nas relações pessoais, porém para mim estava muito claro que, caso eu fosse candidato a governador, deveria ser sem carregar isso comigo", afirmou ACM Neto no início deste mês de junho.

Em entrevista à Metrópole FM nesta quarta-feira (13), Lúcio afirmou que não acredita que este tenha sido o real motivo da desistência. "Foi a primeira vez que li isso do prefeito ACM Neto. Até porque ele chegou a se emocionar ao dizer que não foi candidato por amor a Salvador, fez pesquisa e tinha 70% dos eleitores de Salvador que não queriam que ele largasse a prefeitura", relembrou.

"Do ponto de vista da declaração, eu não tenho o prefeito ACM Neto como mentiroso. Ele pode ter muitos defeitos. E os tem como eu os tenho. Mas mentiroso eu não tenho ele na conta. Se ele disse, se ele se emocionou ao falar que não ia sair candidato por amor a Salvador, eu pergunto: aquele choro era forçação de barra? Imagino que foi um choro verdadeiro", disse o emedebista, atribuindo a pressão nacional como fator que motivou a declaração do gestor soteropolitano.

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