Política

PSDB tomará decisão definitiva sobre rompimento com governo na semana que vem

[PSDB tomará decisão definitiva sobre rompimento com governo na semana que vem]
02 de Junho de 2017 às 09:52 Por: Agência Brasil Por: Redação Bocão News0comentários
Diante da pressão de deputados federais e estaduais — principalmente da ala jovem tucana — para um rompimento com o governo do presidente Michel Temer, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissatti (CE), disse nesta quinta-feira(2), pela primeira vez de forma assertiva, que semana que vem, independente do resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido vai se reunir e tomar uma decisão definitiva precisa ser resolvida. O Palácio do Planalto já contabiliza uma debandada parcial dos tucanos na próxima semana. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
 
Ainda de acordo com a publicação, porém, houve um recuo em relação ao dia 6 de junho, data do início do julgamento da ação de cassação da chapa no TSE, visto como o dia “D” para o PSDB decidir se rompe ou continua sustentando o governo, já que a saída de Temer pode demorar até quatro meses. O julgamento deve durar três dias. A única diretriz de sua presidência, diz Tasso, é que a decisão não rache o partido.
 
"Nós do PSDB vamos ter que tomar uma decisão, que eu não sei qual será, seja qual for o resultado do TSE. Semana que vem vamos nos reunir e resolver. O partido não pode se dividir. Vou fazer o possível e o impossível para que, na minha presidência interina, o PSDB não se divida", disse Tasso ao jornal.
 
Fontes do partido na Câmara disseram ao jornal que a posição pelo desembarque, antes generalizada na bancada tucana, mudou nos últimos dias. Esse movimento, segundo um interlocutor tucano, agora seria restrito a uma parte pequena da bancada, algo em torno de 10 deputados. Entre os poucos que defendem o rompimento, alguns falam em criar um novo partido. Porém, se a sigla optar por não romper com o governo Temer, uma saída pode ser assumir uma posição independente nas votações no Congresso.
 

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