Polícia

"Nosso desejo é seguir a vida sem medo", afirma irmã de skatista morto na porta de casa há 1 ano

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11 de Agosto de 2018 às 05:56 Por: Reprodução Por: Shizue Miyazono0comentários

Após mais de um ano da morte do motoboy e skatista Antônio Vinícius Falcão, assassinado em frente de casa, no bairro da Boca do Rio, em Salvador, o crime ainda não foi solucionado. Ao BNews, a irmã da vítima, Wilmara Falcão contou que ela e a mãe procuraram o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em fevereiro, e foram atendidas por uma delegada de plantão, que informou que as investigações estavam paradas, pois eles acreditavam que o culpado pelo crime era um traficante que morreu em uma troca de tiros com a polícia.

Apesar desta informação da delegada, Wilmara afirmou que a família não foi informada os motivos que fazem a polícia acreditar que Vinícius foi assassinado por este suspeito e não sabem o motivo do crime: "Não acredito mais na história que quem matou meu irmão está morto". Segundo a jovem, a forma como Vinícius foi assassinado, a brutalidade, faz com que ela e a mãe tenham muito medo. "Nosso desejo hoje é seguir a vida sem medo".

"Hoje estamos bem, vivendo um dia de cada. Precisamos mudar pois estávamos com medo já que agora somos só dois duas. Aluguei a casa de minha mãe, mas prefiro receber o aluguel por depósito pois não gosto de ir até a casa, pois meu irmão foi morto na porta", contou a mulher.

Depois da morte do irmão, a família não conseguiu mais contato com a filha de Vinícius. Ela explicou que, sempre que procurava a menina, os parentes davam uma desculpa para não deixá-la ver a criança. Assim, a avó e a tia resolveram aguardar o momento em que a menina vai tentar uma aproximação. "Deixei meus telefones e os de minha mãe. Esperamos que em breve Gabi nos procure".

A Polícia Civil informou as investigações estão avançadas, mas não pode detalhar para não atrapalhar o andamento do caso. O inquérito ainda será remetido para apreciação do judiciário.

Crime

Vinícius foi assassinado no dia 6 de julho quando saía para o trabalho. O crime ocorreu na 1° Travessa São Francisco de Aguiar, no bairro da Boca do Rio, em Salvador. Segundo Wilmara, um homem desceu de um carro preto, que estava estacionado na rua há mais de uma hora, de acordo com vizinhos, e disparou diversas vezes contra o irmão, que tinha acabado de subir na moto. A mulher contou que cerca de cinco tiros foram na cabeça. Após matar Vinícius, o homem entrou no carro, mas retornou, tirou uma foto e fugiu. A irmã contou que nada do skatista foi levado: celular, carteira e a corrente de ouro.

O skatista tinha uma filha de sete anos e, diariamente, levava a garota para a escola e, nos finais de semana, se responsabilizava pelos cuidados com a criança, que passava o restante da semana na casa da bisavó materna. De acordo com a irmã e advogada de Vinícius, ele participaria de uma audiência de guarda compartilhada no dia seguinte ao assassinato.

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