Política

A espera da janela

[A espera da janela]
29 de Julho de 2017 às 10:24 Por: Victor Pinto0comentários

Começaram as articulações por troca de partidos. Assim como jogadores de futebol que a cada temporada surgem em um novo time, os políticos, sempre com a chegada de uma nova eleição, começam a arrumar as malas para arriá-las em outro canto.

Para quem é do Executivo essa questão é tranquila, pois a mudança pode ocorrer sem o risco de perder o manto, contudo, no Legislativo, a situação é outra.

Deputados e vereadores só podem mudar de partido político pelo qual foram eleitos nas hipóteses de expulsão da sua atual sigla, criação de um novo partido ou da conhecida e aclamada por muitos: janela partidária. Funciona como um período de “isenção da sanção da infidelidade” que permite ao político ir para outra agremiação.

Muitos não pensam na linha ideológica. Quanto mais poder e barganha, melhor. Outros pensam somente nas contas do mandato para se eleger ou reeleger baseado na norma atual da eleição proporcional.

No Congresso, a nova reforma eleitoral, se passar como está, vai criar o distritão que ameaça a forma de eleição por coeficiente eleitoral como conhecemos e passa compor pela lista de mais votados.

Apesar de negativa ferrenha de caciques do PSB da Bahia, vemos articulações do prefeito ACM Neto (DEM) de aproximar o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo e o presidente da Câmara de Salvador, vereador Leo Prates ao crivo socialista e a outros partidos.

O vereador de Salvador, Isnard Araújo (PHS), quer retornar para o PRB com olhos em 2018 e o deputado federal Luciano Braga que está no PRB quer ir para o PHS. Outros políticos são cogitados para o Podemos e assim por diante.  

O pré-candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro, também deseja mudar de sigla e não por ideologia, mas para dar maior visibilidade ao seu nome, visto que nas pesquisas já é apontado como segundo colocado na corrida pelo Planalto.

O que veremos são muitas trocas com o risco de deixarem partidos pequenos sem mais espaço e quadros.  Desfalques de um lado, “artilharias” do outro e todo mundo se prepara para “entrar em campo” no ano que vem.  

 

* Victor Pinto é jornalista formado pela Ufba, sub editor de política do Bocão News, membro da coordenação da Rádio Excelsior da Bahia e diretor do jornal Correio do Mês de C. do Coité.

 

 

 

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