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Téo Senna tentou entregar liderança do governo

Por: Daniel Pinto - 29 de Dezembro de 2011 - 09h45

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Apesar dos fortes rumores, o líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, Téo Senna (PTC), negou que tenha tentado entregar o cargo na manhã desta quarta-feira (28). “Não sei de onde saiu essa ideia. Tem alguém de olho na liderança ou então querem plantar dificuldade para colher facilidades”, observou o “braço direito” de João Henrique em conversa com o Bocão News. Mas, nos bastidores do poder, a história foi confirmada por diversas fontes com livre trânsito na Casa e no Thomé de Souza. Todos são unanimes em dizer que a insatisfação de Téo é concentrada em seis vereadores, que (supostamente) subestimam seu comando e não cumprem acordos para votação de projetos do Executivo. O grupo dos “amotinados” é composto por Pastor Luciano (PSD), Carlos Muniz (PTN), Alan Castro (PTN), David Rios (PSD), Alemão (PRP) e Geraldo Júnior (PTN), que por incrível que pareça é vice-líder do governo.

Como se já não bastasse os conflitos de natureza política, a sessão desta tarde foi marcada por protestos dos agentes de saúde e combate a endemias do município. Em coro uníssono, eles cobraram apoio para que o prefeito João Henrique (PP) não vete a emenda aprovada junto ao orçamento 2012 que beneficia a categoria.

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Mesmo com o clima de “guerra”, o chamado “grupo dos seis” circulava pelos bastidores com a certeza de que nenhum projeto polêmico seria votado. A essa altura, todos já sabiam que as matérias de interesse da prefeitura, a exemplo do PDDU da Copa e a revisão da LOUS, voltariam a ser discutidas na sessão extraordinária desta quinta (29), às 9h30.

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Perna Longa - A reportagem ouviu dois dos mais destacados integrantes do “grupo dos seis” para tentar compreender a insatisfação de Téo Senna. “Olha, só sei que nós não vamos votar nada para favorecer os empresários sem saber como o povo pode ser beneficiado. Tem coisa aqui dentro que a gente não sabe nem do que se trata. Estamos cansados de receber tudo goela abaixo. Querem construir prédio em tudo o que é lugar, inclusive nas ilhas. Por isso que a cidade tem mais de três mil prédios abandonados”, vociferou Alemão.

Apesar do visível desconforto, ele ficou em “cima do muro” ao ser questionado se a substituição do líder pode colaborar para o entendimento. “Não sei... Só posso dizer que não vamos votar nada sem pensar no bem da cidade”.


Carlos Muniz usou a mesma tática do “correligionário” para dizer que, até mesmo os vereadores, desconhecem os pormenores dos projetos em questão. “Enviaram pra cá uma minuta com alguns artigos. Mas, ninguém aqui conhece os detalhes técnicos do que está no papel. Falam em mobilidade urbana, entretanto ninguém diz onde ficará a segunda linha do metrô. Tem também a Avenida 29 de março, que ainda é uma peça fictícia. Você votaria a favor de algo assim?”.

Diferente de Alemão, ele defendeu a permanência de Téo Senna no comando da bancada da situação. “Mudar de líder não resolve nada. O problema não é ele. Aliás, Téo é querido por todos, até mesmo pela oposição”. Neste momento, algumas testemunhas que acompanhavam a conversa sorriram de forma irônica.

Enquanto isso, Alfredo Mangueira (PMDB), que atua como bombeiro do Poder Legislativo, desfilava com uma gravata do personagem Perna Longa. “Só uso essa em momentos importantes. Pelo visto, deu sorte”, brincou.

Fotos: Roberto Viana/Bocão News

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