Salvador, 20 de Agosto de 2014
Winamp windows Media Player Real Player QuickTime
Baixar na App Store
Galaticos Online

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Auditado pelo IVC

Em iminência de greve, Polícia Militar analisa propostas de Wagner

Por: Caroline Gois (twitter: @goiscarol) - 13 de Abril de 2014 - 07h25

  • 3
Às vésperas de uma assembleia geral que pode determinar uma greve e após a reunião com o governador Jaques Wagner, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia – Força Invicta e demais associações representativas de PM, enviou uma nota ao site Bocão News informando que "todas as entidades encontram-se recolhidas para junto com  seus setores jurídicos , examinarem  e analisarem cada proposta apresentada pelo governador. Também visando congregar os Oficiais para a Assembleia Geral Conjunta que acontece na próxima terça-feira (15), às 15h, no Wet'n Wild na Avenida Paralela, a Força Invicta estará realizando uma Assembleia Geral Extraordinária segunda-feira (14), no Clube dos Oficiais, apenas com os Oficiais".
 
Na reunião de sexta-feira (11), o governador Jaques Wagner apresentou propostas de restruturação da Polícia Militar e Bombeiros Militares. De acordo com o texto apresentado para as entidades representativas, o governo destacou o novo processo de promoção de praças e oficiais; emancipação do Corpo de Bombeiros; Código de Ética; aposentadoria especial para as policiais militares femininas; criação de novas unidades na PM e no Corpo de Bombeiros, mas outros pontos que deixaram de ser atendidos ascende o sinal vermelho da tropa.

 
Por meio de nota conjunta enviada para o Bocão News, as entidades representativas da categoria  se mostraram decepcionadas com os pontos que deixaram de ser atendidos e elencou o lado positivo.
 
PONTOS NEGATIVOS:
 
1. Infelizmente o governo não apresentou a proposta sobre remuneração;
2. A lei continua sendo desrespeitada em relação aos policiais e bombeiros militares inativos e viúvas, no que se refere a paridade salarial entre ativa e reserva;
3. O art. 47 da Constituição Estadual que estabelece isonomia entre as carreiras do sistema de Segurança Pública não está sendo respeitado;
4. As vagas criadas para dar fluidez à carreira dos oficiais e praças não são suficientes para atingir os objetivos propostos pelas associações;
5. Aumento do interstício do posto de Ten de 04(quatro) para 05(cinco) anos;
6. Quadro Especial de Oficial (atual QOAPM), para Sgt e ST da forma proposta, não atende aos anseios da tropa;
7. Suspensão por até 90(noventa) dias. (É muito tempo para deixar um trabalhador sem salário).
 
PONTOS POSITIVOS:
 
1. Independência e emancipação do Corpo de Bombeiros;
2. Reserva remunerada aos 25 anos para as militares estaduais e policiais civis, (não ficou explicitado se contará o “posto imediato” e a contagem em dobro da licença premio não gozada);
3. Fim do curso de formação de cabo;
4. Fim da penalidade de cerceamento da liberdade.
 
Instituído pelo Governador Jaques Wagner, e presidido pelo secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, o grupo que atuou no desenvolvimento dos pontos foi composto por representantes das associações de policiais militares e bombeiros, da Polícia Militar, da Casa Civil, da Secretaria da Administração, da Procuradoria Geral do Estado e da Assembleia Legislativa da Bahia.
 
Deputados estaduais tentam evitar greve
 
Em reunião realizada no último dia 9, a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia buscou intermediar as conversas entre Wagner e as entidades que representam a categoria como Força Invicta, da Associação dos Policiais da Reserva.
 
 
As entidades querem a reformulação do Estatuto da Polícia Militar e da Lei Orgânica Básica. Segundo o presidente da Comissão, deputado Capitão Tadeu (PSB), as maiores reivindicações da categoria é o plano de carreira. Segundo o pessebista que conversou com a repórter Cintia Kelly, há possibilidade de greve é iminente. “Há insatisfação. O clima é de greve, mas vamos com a  Comissão intermediar isso com o governador”, assinalou Capitão Tadeu.
 
O dia D
 
No próxima terça-feira (15), os policiais irão se reunir para discutir as propostas do governo e anseios da categoria. Considerado o dia D, a possibilidade de uma greve que abala a segurança pública já causa temor na população e remete a capital baiana à última paralisação realizada pela Polícia Militar. 

 
Em 31 de janeiro de 2012, a Polícia Militar do Estado da Bahia decretou uma greve que durou 12 dias, cujo QG dos grevistas foi a Assembleia Legislativa, que ficou ocupada durante todo o protesto. Foram registrados 172 homicídios em Salvador e na região metropolitana neste período. Na época, a categoria reivindicava a criação de um plano de carreira, pagamento da URV e melhores condições de trabalho.

Matéria publicada às 9h54 do sábado 12

3 Comentários

* NÃO SERÃO AUTORIZADOS COMENTÁRIOS COM PALAVRAS DE TEOR OFENSIVO COMO XINGAMENTOS, PALAVRÕES E OFENSAS PESSOAIS.

  • ADRIANA

    15 de Abril de 2014

    "Acredito que nosso Policial tem mesmo a esses direitos e muito mais, O governo deveria sim ceder as proposta elaborada pelos mesmos e ao mesmo tempo cobra mais, deveria também cuidar da saúde desses profissionais. Pois são cobrados rigorosamente para entra na PM (CONCURSO PUBLICO) faz todo tipo de exame clinico laboratoriais psicológicos e depois são abandonador pelo governo, não é mais submetido o mais nenhum procedimento para saber como estão nossos policiais. Eles são tratados como nada sem nenhum respeito muitas são tratados pior do que o próprio marginal.Tem inúmeros casos de suicídio que o nosso governo abafa,alcoolismo entre outras drogas principalmente problemas psicologicos.Temos que tratar nossos profissionais melhor pois essas pessoais estão para nos Proteger zelar pela sociedade."

  • Bahiano

    14 de Abril de 2014

    "O governador enxerga o servidor público em especial o PM como inimigo tal maldade essa proposta de modernização é inadmissível nos dias de hoje uma categoria não poder se reunir de formar ordeira para tratar de melhorias, não poder se expressar nas redes social, adentrar nos quartéis com jornal ou revistas com qualquer conteúdo que o governo ache contrário a ele, esse código de ética é medieval o governador mais uma vez esta dando um tiro no pé ao tentar jogar a população contra a PM. a mesma população que sofre com esse modelo de segurança ultrapassado e ineficiente, estendo ao governador e seus secretários principalmente os de segurança, saúde e educação que também comecem a ganhar por produtividade. Pimenta nos olhos dos outros é refresco é melhor pensar no que falar antes de ir mentir ou falar meias verdades nos meios de comunicações. "

  • fagner

    14 de Abril de 2014

    "O governo precisa é dar melhores condições de trabalho, implantar novos postos e batalhões na cidade de salvador e principalmente nos interiores que estão entregues a criminalidade. Convocar todos os aprovados no concurso publico de 2012 que estão na lista de espera, pois o efetivo esta muito defasado...."

Relacionadas

  • Auditado pelo IVC