Prima de jovens mortos na Ondina rebate Medrado: “na tese tudo é aceitável”


Por Adelia Felix (@Twitter: adelia_felix)


Entre os presentes na missa de sétimo dia dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, mortos no último dia 11, que aconteceu na Paróquia da Ressurreição do Senhor, em Ondina, no final da tarde deste domingo (20), estava uma prima das vítimas, Maiane Dias Torres. “É tudo muito triste, ainda mais por se tratar da igreja em frente ao lugar que eles faleceram. Não tem um dia que a gente não lembre. A gente acorda já pensando nisso. Eu penso que é tudo mentira, que eles vão voltar. A gente só pede a Deus conforto em nossos corações porque está muito difícil”, disse Maiane ao Bocão News.



Ainda em conversa, a jovem criticou a declaração feita pelo líder espírita José Medrado, que classificou como “hipervigilância” a possível causa do acidente provocado pela oftalmologista Kátia Vargas. “Na teoria, na tese tudo é aceitável, mas na prática foram tiradas duas vidas. Nessas horas n tem teoria, não tem tese, não tem texto para tirar esse sofrimento. O que a gente diz pra uma mãe que perdeu dois filhos? É muito sofrimento”, lamenta.


Crime - Os jovens morreram após a moto que conduziam ser atingida pelo carro da oftalmologista Kátia Vargas Leal Pereira, em frente ao Ondina Apart Hotel, na Avenida Oceânica.
 
Os irmãos foram enterrados no último sábado (12). Já a médica que saiu do Hospital Aliança na quinta-feira (17), foi encaminhada para a Casa de Custódia Feminina do Complexo Penitenciário da Mata Escura, e indiciada por duplo homicídio triplamente qualificado. 

Publicada no dia 20 de outubro de 2013, às 20h24

COMENTÁRIOS

Luís Carlos Dantas de Carvalho - 13/04/2015 - 08:23
Nada justifica crimes e atrocidades, pode haver sim os fatores atenuantes, a exemplo do estado puerperal e loucos. Trazer explicações religiosas e espíritas não deixam de ser tentativas de conforto a dor da perda, entretanto jamais irá reverter a situação ou amantar os fatos, exceto para os instáveis racionais que insistem em dizer que pensam com o coração, como se este órgão possuísse neurônios. Um acontecimento fortuito não pode ser confundido com ação premeditada, com ação provocada, ainda que não houvesse a intenção de matar, daí que a lei dos homens admite crime doloso, crime doloso e crime com dolo eventual. Lembrando que a denúncia criminal do caso em comento trata de homicídio triplamente qualificado. Fato também é que dois jovens estão mortos; a família sofre as perdas; os amigos sofrem as perdas; resta a justiça dos homens julgar e sentenciar, ao menos para satisfazer o anseio da sociedade, pois para a família e amigos nada de nada esgotará a saudade.
Ronaldo Matos - 12/04/2015 - 19:30
Será que vão esperar completar 02 anos, meu Deus? Quanto mais esta mãe vai ter que esperar por Justiça?? Como podemos confiar em uma justiça morosa destas? Assim fica difícil!!!!!

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