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URGENTE: Polícia Militar decreta greve

Por: Adélia Felix e Caroline Gois - 31 de Janeiro - 16h57

  • 6
A Polícia Militar da Bahia decidiu entrar em greve. A notícia foi confirmada na tarde desta terça-feira (31) após assembleia realizada no Ginásio dos Bancários, na Carlos Gomes.

A categoria que lotou o ginásio, reivindica criação de um plano de carreira, pagamento da URV e melhores condições de trabalho.

A equipe do Bocão News está no local da assembleia acompanhando toda a manifestação. Segundo a repórter Adélia Félix, os policiais da 14ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), no bairro do Lobato, já fecharam as portas. 

Neste momento, os policiais militares e bombeiros seguem em passseata rumo ao Centro Administrativo (CAB), onde irão entregar o documento com as reivindicações ao governador Jaques Wagner. De lá, a categoria irá decidir em qual quartel irá ficar acampada.


 

Em entrevista exclusiva ao Bocão News realizada na semana passada, o coordenador geral da Associação dos Polícias e Bombeiros Militares e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco, afirmou que dois ofícios foram protocolados na  última terça terça-feira (24), na Secretaria de Segurança Pública, SSP, além de tantos outros igualmente protocolados no ano passado no comando geral da PM. Sem a resposta do governo – segundo o coordenador - a assembleia pretende reunir 10 mil policiais militares e lideranças nacionais.
 


 
 
Apesar de não ter nenhum retorno com relação às pautas de reivindicações, Prisco se mantém confiante: “A principio, a paralisação é por tempo indeterminado, mas tudo depende do posicionamento do governo. Só estamos pedindo o que a lei determina”, declarou.
 
O coordenador, inclusive, fez um apelo ao Ministério Público da Bahia: “Se o MP fiscalizasse, veria que a PM está em estado precário. Viaturas sucateadas e sem combustível. Temos um tratamento desumano. Essa propaganda do governo é um a farsa”, desabafou.

 

Marco Prisco, coordenador da ASPRA (foto: Gilberto Junior//Bocão News)
 
Questionado sobre o posicionamento do governo até o momento, Prisco afirmou esperar que o governador Jaques Wagner não aposte em usar a repressão contra a tropa. Ao finalizar a entrevista, o coordenador da Aspra afirmou ao Bocão News que já há uma “greve branca” no estado: “O policial militar está desestimulado, o que se ver na rua já é um sintoma causado pelo descaso do estado com a segurança pública. Até a Rondesp, que é referência da polícia na Bahia, está desestimulada”, concluiu. 
 
 
Mesmo com indícios de greve geral até o Carnaval, o comando da Polícia Militar emitiu na noite desta segunda uma nota afirmando que "os serviços da instituição estão, regularmente, mantidos".
 
 
Confira a íntegra da nota divulgada pela PM, assinada por Alfredo Braga de Castro, comandante-geral 
 
A Polícia Militar do Estado da Bahia vem a público tranquilizar a população baiana informando que os serviços da instituição estão, regularmente, mantidos com a confiança que o Governo do Estado e o Comando-Geral possuem na responsabilidade e compromisso da tropa de garantir a paz dos seus familiares, amigos e a sociedade como um todo.
 
Ao mesmo tempo esclarece, também, que todas as propostas da Polícia Militar estão sendo discutidas com o Alto Comando da Corporação e com a participação direta das associações legais e legitimamente constituídas. As providências estão sendo tomadas junto ao Governo do Estado para implementação das ações de Segurança Pública no seu todo, além de melhorias das condições, não só na área salarial, mas também com a aquisição de viaturas, equipamentos de proteção individual, entre outros.

Fotos: Roberto Viana//Bocão News
Nota atualizada às 17h49

 

6 Comentários

  • Nome:

    03 de Abril de 2012

    "Qualquer greve, mas especialmente uma greve geral, e9 um mteonmo especialmente duro de confronto entre os trabalhadores e o capital. Onde os trabalhadores enfrentam abertamente, directamente, cara e0 cara, o capital. Nas empresas, nos locais de trabalho. Onde se exige o me1ximo de organizae7e3o, de disciplina (a disciplina dos trabalhadores organizados, que enfrenta a disciplina imposta pelo capital e os seus agentes), um elevado sentido de responsabilidade, de firmeza, de tense3o de fore7as. Para vencer a indiferene7a, as hesitae7f5es, as vacilae7f5es, os receios, os medos. Acima de tudo, para vencer a represse3o do patronato e do governo, para vencer as manobras e as tentativas de desmobilizae7e3o dos trabalhadores.Quem quer que conhee7a minimamente o esfore7o tite2nico de organizar uma greve geral, as enormes dificuldades, no mteonmo presente, de consciencializae7e3o, de mobilizae7e3o, de afirmae7e3o e convencimento da necessidade de aderir e0 greve; as enormes dificuldades de constituie7e3o e organizae7e3o dos piquetes em milhares de locais de trabalho, ne3o pode deixar de considerar, objectivamente (isto e9, independentemente das intene7f5es), um crime de lesa-Greve, um acto lamente1vel de fura-greve, qualquer tentativa de desviar as atene7f5es, e, ainda mais grave, de desviar activistas que tanta falta fazem (sim, que tanta falta fazem!) dos locais em que verdadeiramente se joga o eaxito da Greve, onde verdadeiramente tudo se decide, dos locais de trabalho, das portas (e do interior) das empresas.Posso perceber que a malta bem intencionada, sem responsabilidades e sem tarefas na luta, desinserida de colectivos laborais, desligada dos meios sindicais, das comissf5es e dos organismos representativos dos trabalhadores, sem quaisquer contactos com dirigentes, delegados ou activistas sindicais, sem pontes com ce9lulas organizadoras e impulsionadoras da Greve, lhes passe pela cabee7a a realizae7e3o de uma manifestae7e3o, onde poderiam dar o seu contributo para o sucesso da jornada de luta.Mas he1 que perceber que, em dia de Greve geral, ao contre1rio de dia de manifestae7e3o nacional, o eaxito ne3o se mede pelo nfamero de pessoas que se juntam nas ruas, mede-se, pelo contre1rio, pelo nfamero de pessoas que se tiram das ruas, que se tiram das empresas, que se tiram dos locais de trabalho.He1 que perceber que uma grande manifestae7e3o nacional sf3 e9 possedvel com a organizae7e3o e o directo empenhamento de centenas de activistas que, neste dia, team que estar completamente absorvidos na tarefa, mais custosa, mais exigente, mais dura, de assegurar o triunfo da Greve nas empresas, nas instituie7f5es, em todos os locais de trabalho.He1 que perceber que manifestae7f5es em dia Greve Geral, em que um dos objectivos centrais, para a Greve ser sentida no paeds, e9 parar ao me1ximo os transportes e interromper ao me1ximo os deslocamentos, sf3 deixa lugar para manifestae7f5es locais, de dimense3o reduzida, e nunca nacionais, de grande dimense3o.He1 que perceber que manifestae7f5es, necessariamente restritas, podem ser fortemente contraproducentes por descentrarem a atene7e3o da comunicae7e3o social do objecto sobre o qual deveriam incidir os seus relatos: a paralizae7e3o, o mais geral que se conseguir, da vida social do paeds. Ne3o e9 preciso ser muito inteligente para perceber que os grandes grupos de comunicae7e3o social esfregariam as me3os de contentes se pudessem contar com esse excelente pretexto que lhes seria oferecido de passar as imagens de alguns gatos-pingados (sem ofensa) numa pequena manifestae7e3o, em vez da reportagem que se impunha das empresas paradas ou em laborae7e3o reduzida, das instituie7f5es encerradas, dos transportes parados, do come9rcio retraeddo, dos servie7os fechados.He1 que perceber que uma forma de luta acertada, importante e fatil, como em geral e9 o caso de uma grande manifestae7e3o, pode deixar de sea-lo, acertada, importante e fatil, se conflitua e prejudica o sucesso da jornada que era suposto secundar e apoiar. Manifestae7f5es em dias de Greve geral, mesmo em muitos dos desinformados casos franceas, italiano e espanhol, se3o frequentemente o disfarce da incapacidade de fazea-las no sedtio onde se3o mais necesse1rias, nos piquetes de greve, nos locais de trabalho, onde, repito, o eaxito da luta verdadeiramente se decide.Como sei que he1 ve1rios estudantes, bolseiros, jovens investigadores e professores universite1rios, bem intencionados, atraeddos por essa verdadeira expresse3o de impoteancia da manifestae7e3o que foge com o rabo e0 seringa , se querem sinceramente contribuir para a Greve geral, se querem autenticamente contribuir com o seu quinhe3o de esfore7o para o eaxito desta determinante jornada de luta, sugiro que se manifestem e0 porta das suas escolas, das instituie7f5es a que pertencem ou com quem colaboram, em expressivos, ainda que informais, piquetes de greve. Fae7am, como na anterior Greve geral, os docentes da Universidade de c9vora, que, vencendo preconceitos, conformismos e impoteancias, em facto ine9dito e marcante do movimento laboral portugueas, constituedram piquetes e0 entrada das suas instalae7f5es (com inoculte1vel alcance e reflexo na comunicae7e3o social).A Greve geral ne3o exclui nem a aude1cia nem a criatividade. Precisa delas. Mas no sedtio certo, no sedtio onde e9 possedvel e necesse1rio lutar, no sedtio onde os lutadores se3o mais necesse1rios, no sedtio onde a solidariedade exterior tem lugar e e9 bem vinda, no sedtio onde ne3o se foge da luta. Nas empresas, nas instituie7f5es, nos locais de trabalho."

  • anonimo

    02 de Fevereiro de 2012

    "Com os policiais em greve 3 pessoas foram baleadas aqui na rua aonde eu moro ... uma menina levou um tiro no pescoço e morreu, e os outros dois rapazes estão no hospital..... eu quero saber se a policia esta feliz agora ?"

  • Vivian Vasconcelos

    01 de Fevereiro de 2012

    "Boa tarde,e denovo a POLICIA, será msm,q bateu na mulher num show e que a deixou sem uma vista,belo comportamento né, não generalizando, mas não confio na policia...se mistura igual bandido,batendo em quem não tem nada haver...policiais bebendo com fardamento em plena rua,e ainda querem aumento, e nós só queremos mais segurança e não temo, só pedindo a Deus,sinceramente,..."

  • joana santos

    01 de Fevereiro de 2012

    "Será que alguma instituição vai reprimir a grave dos policiais do mesmo jeito que os policiais reprimem as greves alheias? Perguntar não ofende "

  • barros junior

    01 de Fevereiro de 2012

    "parabéns policiais baiano vcs merecem respeito pois alem de proteger a vida são pais de família, esses governos tirano acham que ainda pode calar uma classe trabalhadora de inestimável importância a sociedade e acredito que essa mesma sociedade estão do lado de vcs pois vcs estão do lado dela 365 dias do ano durante 24 horas interruptas. força a pm somos nós... "

  • Marcos Sérgio

    01 de Fevereiro de 2012

    "Esperamos que o governo da Bahia seja sensível às reivindicações, acredito eu, extremamente justas, dos componentes da Polícia Militar. São eles os que mais trabalham, e, se formos comparar com a Polícia Civil, a diferença é absurda. E tem mais, ao meu ver, não é concebível, por parte do governo do estado, outra atitude que não seja a negociação e atendimento às reivindicações, inclusive, nascendo o nosso querido governador, das lutas das classes menos favorecidas, e, vítima do sistema opressor que imperava na época, logo não cabe a repressão aos membros da Polícia Militar."

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