Janot acusa Temer de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça


Por Redação BNews

Vazou na imprensa a íntegra do inquérito aberto pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar o presidente Michel Temer, Aécio Neves e Rodrigo Loures, por diversas práticas ilícitas, entre elas a compra do silêncio de Eduardo Cunha.Informações preliminares colhidas no bojo de negociação de acordo de colaboração premiada indicam o cometimento de crimes por autoridades com foro por prerrogativa de função no STF. Fachin citou uma repercussão geral do STF para reafirmar a licitude dos áudios de Joesley Batista: "é lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento do outro”.
Desse modo, não há ilegalidade na consideração das quatro gravações em áudios efetuadas pelo possível colaborador Joesley Mendonçaa Batista, as quais foram ratificadas e elucidadas em depoimento prestado perante o MP, quando o referido interessado se fez, inclusive, acompanhado de seu defensor”, afirmou o ministro. No documento, o nome do baiano Geddel Vieira Lima é citado algumas vezes.
No pedido de abertura de inquérito, o procurador-geral da República Rodrigo Janot acusa Temer de suposto envolvimento com pelo menos três crimes: corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa. O ministro Edson Fachin, considerou os indícios levantados pelo procurador-geral consistentes e autorizou a abertura de investigação contra Temer.
 
"Os elementos de prova revelam também que alguns políticos continuam a utilizar a estrutura partidária e o cargo para cometerem crimes em prejuízo do Estado e da sociedade. Com o estabelecimento de tarefas definidas, o núcleo político promove interações diversas com agentes econômicos, com o objetivo de obter vantagens ilícitas, por meio da prática de crimes, sobretudo com corrupção. Há, pois, também o indicativo da prática do delito organização criminosa previsto na lei 12.850/2013", afirma Janot.
 

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